Mistério impossível

Ele parecia pertencer à outro mundo e como eu sempre achei também pertencer, me identifiquei. Ele sorria de um jeito dele, meio misterioso, meio privado, me fazia querer decifrar cada pedacinho de seu ser. E justo eu que mais queria entendê-lo, não conseguia nem se quer ter uma leve noção. Eu que sempre me achei especial, era nada, diante do brilho de seu olhar indecifrável. Era doloroso, ele estava bem ali, mas não onde minhas mãos podiam alcançar, talvez, porque eu ainda estivesse presa atrás das grades da vida, as mesmas grades das quais ele foi capaz de escapar. Ele me tirava o fôlego e isso é patético e romântico demais para se dizer sobre alguém, cujo os lábios sempre estiveram longe dos meus, mas é a verdade, a minha verdade. Eu tentava não olhar, tentava não o enxergar, mas eu podia sentir… Sentia sua energia vibrando, passeando pelas minhas veias como uma provocação. Ela lhe arrancava sorrisos com a mesma facilidade com que respirava, e eu, tão distraída, mal conseguia andar direito com ele por perto. Me sentia uma adolescente se apaixonando pela primeira vez. Era estranho, tudo parecia um mistério quando se tratava sobre ele e como eu sempre gostei de mistérios… Ele se tornou o meu mistério favorito e depois o mistério impossível, quando uns esbarrões pelos corredores era tudo que eu podia ter.

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