Apenas sono

Devo ser remédio de insônia, porque é engraçado como você sempre tem disposição demais pra estar com todos aqueles outros que não são eu, mas quando eu apareço os bocejos se tornam frequentes. Sinto muito por entre tantas sensações, te dar apenas sono.

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Playlist contra a homofobia: especial dois anos de blog

1- Panic! At The Disco – Girls/Girls/Boys

2- Shura – Touch

3- Hayley Kiyoko – Girls Like Girls

4- t.A.T.u. – All The Things She Said

5- Disclosure – Latch feat. Sam Smith

6- Kylie Minogue – All The Lovers

7- Tove Lo – Timebomb

8- Katy Perry – I Kissed a Girl

9- Christian Chavez & Anahi – LIBERTAD

10- Queen – I Want To Break Free

Dia ruim

Ela acordou pra mais um dia, não abriu as janelas, não deixou o sol entrar, ele mal escapava pelas frestas e aquilo já à incomodava. Ela ficou parada tentando absorver aquele pesadelo idiota que exalava morte e se levantou, tomou um banho quente fazendo sua pele arder e fazendo ela se sentir viva por alguns minutos. Vestiu sua roupa favorita, mas nem aquilo à fez sorrir. Ouviu as vozes, mas conteve as lágrimas. Fugiu do quarto, mastigou alguma coisa e sentiu náusea. Normal. Mandou aquelas risadas na mensagem, e agradeceu por ninguém poder vê-la. Ela olhou a foto dele e suspirou, precisava de um abraço. Droga, que vida. Prendeu o cabelo no alto até a cabeça doer, passou batom e delineador, mas tudo foi pelo ralo quando a arma do rapaz pairou em sua cabeça, ele falava depressa e tudo dentro dela era tão lento que ela não sabia como agir. Talvez, fosse outra alucinação. Ela apertou os olhos e chorou quando se deu conta de como a realidade era pior do que a maldição de sua mente. Saiu correndo, tropeçando em seus próprios pés. “Você está passando mal?” aquele rapaz simpático perguntou, “Não” ela respondeu quase sem voz e partiu pra ilusão de seu quarto deixando as vozes voltarem à sua cabeça, deixando aqueles pensamentos cretinos tomarem conta de sua mente histérica. Era mais fácil. Com as vozes ela sabia lidar.

Eu só queria que dessemos certo

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Eu só queria que dessemos certo, aquele certo reconfortante que nunca provei. Eu só queria que você fosse a primeira coisa à dar certo na minha vida, mas aqui estamos nós brigando mais uma vez porque eu fui grossa demais ou porque você deu atenção de menos. Parecemos um daqueles casais casados à mais de vinte anos que mal podem se olhar e que só continuam juntos por mera comodidade, a diferença é que temos apenas alguns meses e eu não ficaria bem de  véu e grinalda.

Seu toque no meu celular não me faz mais sorrir, agora tenho medo de atender e ouvir aquela voz irônica e irritada e o silêncio vagando entre as palavras e os suspiros.

Todas as vezes em que você é absurdamente gentil, algo naquelas palavras me irrita mesmo eu sabendo que você está tentando. Por isso, devo dizer que você está certo, o problema realmente sou eu. Não posso dar certo com ninguém e você, ah, você não pode dar certo sozinho.

Admiro aqueles que mesmo depois de tantos anos conseguem dizer “eu te amo” no final da noite. Eu apenas digo algo estúpido e me perco em pesadelos que voltaram depois que nossas brigas diárias começaram.

Agora, observo aquele lugar onde deitei a cabeça no seu ombro e disse aquelas palavras tão sinceras e alcoólicas, palavras que já morreram.

Eu só queria que dessemos certo, mas no fim somos errados demais pra dar certo.