Procuram-se pessoas que vivem de verdade

Eu sou muito jovem e estou muito cansada. Cansada das pessoas que me rodeiam, tão superficiais, egocêntricas e desinteressantes. Eu só queria encontrar pessoas livres de pensamentos fúteis e das algemas invisíveis que chamamos de vida. Alguém sem medo de morrer. Alguém que morra com prazer de overdose de idiotices. Alguém que ria das próprias bobeiras. Alguém que não se preocupe com tolices. Nada medíocre, por favor. Que apenas dance na chuva sem ter medo de pegar um resfriado. Ou que faça amizades com estranhos sem interesses superficiais. Sem preocupações toscas. E que não saiba o significado de “sermão”. Pessoas felizes. Eu sinto falta delas. As que não tem medo de viver, e que vivem todos os dias como se fossem o último. 

becausehappy

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Um ano de blog

Me lembro exatamente onde eu estava a um ano atrás e o que se passava em minha mente. Esperança. Eu tinha esperança. Fantasia. Eu criava fantasias em minha mente e acho que foi por isso que resolvi fazer esse blog. Talvez, alguém tenha sido o motivo. Esse alguém não faz diferença hoje em dia, mas se eu pudesse, eu agradeceria. Agradeceria pela inspiração, que mal sabe que me proporcionou. 

Feliz, finalmente um ano. Um ano em que muitas coisas mudaram, mas que me fez crescer e ter certeza de que é isso que eu quero, escrever até morrer.

 

Era mais fácil não amar

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Sinceramente, se eu eu pudesse escolher não a teria conhecido. Bendita garota sorridente. Eu a deixei me envolver como jamais deveria, deixei bagunçar meus sentidos mais aguçados. E ela os fez.

Eu acreditei por um tempo que nos completávamos. Ela me fez acreditar. Mas, agora eu nem sei mais quem sou. Meus amigos dizem que ela me enfeitiçou. Olho no espelho e não me reconheço mais, vejo um cadáver em formato de homem.

Era mais fácil destruir corações do que ter o meu destruído, era mais fácil não me importar, era mais fácil beijar todas elas sem realmente sentir o gosto. Gosto. O único gosto que sinto agora é a falta do gosto dela. Sinto falta de quando me chamavam de canalha ou de quando ela me chamava de amor, porque agora me chamam de tolo. Sinto falta de todas elas querendo dormir comigo, mas todas elas só sentem pena agora. Aquela garota matou meus instintos, se agravou em meu peito e o fez em pedaços. Depois ela partiu assim como chegou, subitamente. Não há mais ninguém para reclamar da minha barba mal feita ou pra pular em meus braços no meio da noite. Ela se foi e levou grande parte de mim com ela, e eu só queria ouvir aquela frase de novo, mesmo que de mentira. Fui um tolo. Um grande tolo por me permitir sentir isso. Por sentir quando era mais fácil mentir.

Meu fim

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Ninguém viu ou fingiu que não. Meu pedido de socorro mais silencioso ninguém notou. E eu me afundei nas circunstâncias, na solidão. Sabia que sentiria falta de uma ou duas almas que fizeram algo legal, mas a dor foi mais forte do que qualquer sentimento puro. Eu disse adeus ao sol com medo de jamais vê-lo e abracei a chuva com medo de jamais senti-lá. Eu provei o gosto amargo da morte, mas decidi. Aqueles que amei se foram de uma forma diferente, mas foram. Saudades. Sempre saudades. Ótimo, já não sentir mais isso. Mas os vi sentir de mim. Aquelas poucas almas e outras distintas que eu nem sabia que se importavam. Ouvi seus prantos e as súplicas, mas eu já estava na luz à caminho da incerteza mais certa que eu já escolhi. Me chamam de covarde. Mas, durante muito tempo me viam como  a coragem. Me deixaram. Me julgaram. Ainda julgam entre lágrimas. Sentem saudade. Sentem pena. Escondem as fotos. Sentem culpa. Sinto paz.

Arrependimentos

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Engulo esses malditos arrependimentos do que fui. Eu me perdi por um tempo em ilusões cabulosas que criei à mim mesma, diante da dor da perda. As memórias ainda estão frescas e tenho que conviver com elas quase que diariamente. Me sinto suja, cruel, uma psicopata, toda vez que me deparo com elas, tudo vira um arrependimento e eu tento esquecer por um momento as ações que me tornaram um erro. Mas a verdade é que elas não podem ser esquecidas, nem apagadas, apenas deixadas de lado até encontrar algo mais insano para me arrepender. A verdade é que não são as ações que me perturbam, mas sim, eu ter fugido de mim mesma para praticá-las sem a menor intenção de desejar isso em meu curriculum. Ações me corroem o tempo todo, tornando grande parte do que fui um arrependimento.

Nostalgia

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Apertar ‘play’ pode ser fatal. E eu apertei e deixei a música me invadir como ela fazia todas ás vezes em que eu deitava na minha cama e deixava os pensamentos fluírem até você. Então, senti todo o gosto e o cheiro nostálgico e te vi, ou achei que vi, porque a dor voltou lentamente e mais uma vez eu não soube o que fazer, apenas aspirei aquela sensação. E por mais doentio que possa soar, eu amei cada segundo, porque pela primeira vez em anos, você estava ali.

A dor é a única coisa que restou de você. Irei guardá-la direito, remexer o mínimo que puder para que assim ela não tenha como sarar, escapar de meu peito ou se remendar e eu sempre terei uma lembrança sua.

Porque querida…

Pode ser apenas mais um dia como outro qualquer, mas existe algo à mais aqui. Algo que eu não pensei que pudesse existir. Estou escrevendo sobre amor mais uma vez, mas eu gosto de como este soa. Porque querida, você traz o meu melhor. Quando você puxa aquele sotaque, fala “tá bem”, quando dá aquela risada desconcertante, seus olhos, seus lábios, eu os engoliria se pudesse, você sabe como me muda, como me molda e dizer “eu amo você”, não tem sido suficiente, porque não cabe no peito. Talvez, fugir nessas linhas sem sentido seja meu único meio, entregar-lhe de bandeja meu amor para que você possa gravá-lo na memória, reler quando puder, me parecer mais aceitável. Mas talvez mesmo assim, você nunca entenda o quanto agradeço. Agradeço por ter colorido os meus dias, por ter me libertado da companhia da angústia, por ter preenchido cada espaço. Porque querida, ninguém me faz tão bem quanto você me faz.